Victor Tieri
Campeão da F4 Júnior na 22ª Copa Brasil de Kart pela Red Bode.
Red Bode Racing · Kart
José Antônio é o Zé do Bode. Passa a vida dentro de um box de kart, e o que sai de lá não é motor: é piloto. Do Cadete de nove anos ao veterano de Copa Brasil, quem passa pela mão dele aprende a andar de kart de verdade.
Ele cria pilotos
Preparador é quem faz o kart andar. Ele faz mais que isso: pega criança que chega sem saber frear e devolve piloto que ganha campeonato. Não é discurso de site — são os próprios pilotos que dizem, no microfone, quando sobem no pódio.
Por isso a página inteira é sobre uma frase só: ele cria pilotos.
Campeão da F4 Júnior na 22ª Copa Brasil de Kart pela Red Bode.
Campeão da Copa São Paulo Light no ano de estreia. “Quero agradecer à equipe Red Bode, ao preparador Zé do Bode, que está sempre me orientando.”
Pole e vitória nas duas classificatórias da Copa Brasil de Kart em Aracaju, 2025.
Pódio na Copa São Paulo Light largando de último depois de um contato. Melhor volta da prova.
Acompanhado por ele desde 2014, do Campeonato Maranhense ao Campeonato Brasileiro de Kart.
Inscrito pela Red Bode na Cadete da 26ª Copa Brasil de Kart. A categoria onde tudo começa.
O que ele faz
É preparador de kart antes de ser qualquer outra coisa. O acerto do equipamento é o chão de tudo: sem carro embaixo, talento não aparece na tomada de tempo.
Chefe de equipe e chefe de mecânicos. Já coordenou box de prova de doze horas, onde quem ganha não é o mais rápido, é quem não quebra e não bate.
A parte que ninguém vê. Criança de nove anos que chega sem saber frear entra no grid e sai campeã.
Quem é
“Figura por demais conhecida e competente do nosso kartismo.” Imprensa de kart, sobre ele — em 2009
Quem trabalha com kart no Brasil conhece o Zé do Bode. Em 2009 ele já era o chefe dos mecânicos da Spirit Sports, a equipe de Glauco Alex, tricampeão brasileiro de kart, nas 500 Milhas de Kart da Granja Viana. Naquela época a imprensa especializada já o tratava como veterano. Ou seja: quando o público começou a ouvir o nome dele, ele já estava há anos dentro do box.
Em 2014 e 2015 ele cruzou o país como preparador do maranhense Manuel Júnior, no Maranhense, no Paulista e na Copa Brasil. É o tipo de vínculo que dura: anos depois, o mesmo Manuel Júnior aparece inscrito no Campeonato Brasileiro de Kart pela Red Bode.
Da Spirit para a própria equipe, o passo foi curto. A Red Bode Racing nasce com o apelido dele no nome e vira uma das equipes de kart mais espalhadas do Brasil: pilotos inscritos por federações de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Distrito Federal e Maranhão, correndo do Cadete ao Super Sênior.
A rotina não mudou. Ele continua no box, de manhã cedo, acertando motor. A diferença é que agora a neta aparece para visitar.
A prateleira
Nenhum deles é dele. Todos são de pilotos que ele preparou — que é exatamente o ponto.
Linha do tempo
Do kart à Fórmula 1
Ayrton Senna, Nelson Piquet, Rubens Barrichello, Felipe Massa, Gabriel Bortoleto. Todos começaram no kart, todos com a mesma idade das crianças que hoje entram no box da Red Bode. O degrau um é o único que não dá para pular — e é justamente o degrau em que ele trabalha.
Cadete, Mirim, Júnior, Graduado, F4. Onde se aprende traçado, frenagem, briga de roda e cabeça fria. É aqui que o piloto é feito ou não é feito.
A primeira vez dentro de um monoposto com asa. Fórmula 4 e equivalentes. Quem chega bem preparado do kart atravessa esse degrau em uma temporada.
Grid internacional, pista de Grande Prêmio, olheiro de equipe de F1 na arquibancada. Aqui o nome do piloto começa a circular fora do Brasil.
A antessala. Mesmos fins de semana da Fórmula 1, mesmos circuitos, e a superlicença da FIA em jogo a cada corrida.
Vinte assentos no mundo inteiro. Todos ocupados por alguém que, aos dez anos, estava num kart com um preparador ajoelhado do lado explicando o que fazer na próxima volta.
A conexão não é teórica. As 500 Milhas de Kart da Granja Viana, prova que ele trabalha há mais de quinze anos, é a mesma em que Rubens Barrichello e Felipe Massa entram no grid. O kart não é a versão pequena do automobilismo. É a porta dele.
Conquistas
| Ano | Conquista | Prova |
|---|---|---|
| 2016 | Vitória na categoria B, 7º na geral | 500 Milhas de Kart da Granja Viana |
| 2018 | Vitória | 2 Horas de Kart Natal Sem Fome, Mato Grosso |
| 2019 | Pódio e melhor volta na Júnior Menor | Copa São Paulo Light, Aldeia da Serra |
| 2020 | Campeão da Júnior Menor | Copa São Paulo Light |
| 22ª | Campeão da F4 Júnior | Copa Brasil de Kart |
| 2025 | Pole e vitória nas duas classificatórias | Copa Brasil de Kart, Aracaju |
Onde a Red Bode corre
Equipe de kart costuma ser coisa de um kartódromo só. A Red Bode inscreve piloto por federações de estados diferentes, do Cadete ao Super Sênior, nas duas maiores competições do país: o Campeonato Brasileiro de Kart e a Copa Brasil de Kart.
Perguntas que todo pai faz
A categoria Cadete recebe criança a partir dos seis ou sete anos, dependendo da federação. Não existe idade tarde demais para entrar: a Red Bode tem piloto na Cadete e piloto no Super Sênior no mesmo fim de semana. O que muda é o objetivo. Quem quer carreira profissional precisa estar no kart antes dos doze.
Prepara e acerta o motor e o chassi para a pista, a temperatura e o peso daquele piloto naquele dia. Dois karts iguais na loja andam diferente na pista, e a diferença é o preparador. Na prática ele faz mais: lê a telemetria, corrige o traçado do piloto entre uma bateria e outra e decide estratégia de pneu e de largada.
É o único caminho que existe. Todo piloto do grid atual da Fórmula 1 passou pelo kart na infância, e os brasileiros que chegaram lá — Senna, Piquet, Barrichello, Massa, Bortoleto — fizeram exatamente esse percurso. Depois do kart vem a Fórmula 4, a Fórmula 3, a Fórmula 2 e, para vinte pessoas no mundo, a Fórmula 1.
Não no primeiro momento. Começa-se com equipamento da equipe em treino e em prova de entrada, e o kart próprio entra quando a criança confirma que quer competir. Comprar equipamento antes de saber isso é a forma mais comum de gastar errado no kart.
Leva o equipamento, monta o box, acerta o kart em cada sessão, cuida da inscrição e da vistoria técnica, e acompanha o piloto do treino livre à bandeirada. O piloto chega, veste o macacão e anda. O resto é a equipe.
Campeonato Brasileiro de Kart e Copa Brasil de Kart, as duas competições nacionais da Confederação Brasileira de Automobilismo, além de campeonatos regionais como a Copa São Paulo Light e de provas de longa duração como as 500 Milhas de Kart da Granja Viana.
José Antônio, preparador de kart e chefe da equipe Red Bode Racing. Trabalha com kart desde menino. Foi chefe dos mecânicos da Spirit Sports, equipe do tricampeão brasileiro Glauco Alex, e desde então formou pilotos campeões da Copa Brasil de Kart e da Copa São Paulo Light. O apelido é mais antigo que a equipe — a equipe é que foi batizada com ele.
Entrar para a equipe
Primeira volta, primeiro campeonato ou temporada inteira na Copa Brasil. A conversa começa do mesmo jeito: onde o piloto está hoje e onde quer chegar.